Professores realizam a maior pesquisa sobre comportamento emocional no Brasil

 

Professores da UNIP de Goiânia, o casal Emídio Silva Falcão Brasileiro, professor do curso de Direito, e Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro, professora e coordenadora do curso de Enfermagem, realizaram a maior pesquisa sobre comportamento emocional do Brasil. A pesquisa teve repercussão na mídia nacional (Rede Globo, Rede Record, TV Cultura, Rede Bandeirantes, SBT, jornais e revistas) e revela dados interessantes sobre o comportamento emocional da população brasileira. De acordo com as informações coletadas, o brasileiro se define como honesto e otimista, mas não confia muito nas pessoas; considera-se realizado na vida afetiva, mas não na vida profissional.

 

O trabalho foi realizado durante cinco anos. Foram 4.785 entrevistados, homens e mulheres, de todas as capitais brasileiras e algumas das principais cidades do interior próximas às capitais, num raio de cem quilômetros. Eles responderam a um questionário com 103 perguntas, como, por exemplo, “você se considera honesto? A esta pergunta, 95,7% dos entrevistados disseram que sim. “As pessoas acham que desonestidade são grandes ações, que ferem outras pessoas. Pequenas mentiras são desonestidades, mas a calúnia é considerada pior. Suas atitudes não são prejudiciais a ponto de considerá-las desonestas”, analisa Emídio. Mas, ao mesmo tempo em que autodefinem honestos, 60,2% dos brasileiros não confiam nos outros.  Em outra questão, 90,4% declararam dar mais valor à vida honesta do que à abundância de riquezas.

 

O que motivou Emídio e Marislei Brasileiro a traçarem o perfil emocional do brasileiro foi a necessidade de identificar por que as pessoas se aborrecem tanto no dia-a-dia, uma vez que o número de casos de vítimas de violência tem crescido em delegacias e hospitais. Conforme a professora Marislei, o desequilíbrio maior das emoções acontece nos momentos de lazer. “Normalmente as pessoas não são agressivas, mas o consumo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas potencializa quimicamente uma reação agressiva que elas não teriam se estivessem no ambiente de trabalho, dirigindo o carro ou com a família”, analisa.

 

Os dados coletados demonstram que os brasileiros são pacíficos, 54,7% não explodem quando se sentem contrariados. E, após um aborrecimento, 92,2% logo buscam se acalmar, mas 58,5% não seriam capazes de apoiar adversários e até inimigos declarados. “A maioria se sente capaz de perdoar, mas não o quer fazê-lo”, observa Emídio. A enfermeira e professora considera alto o índice de pessoas que se irritam diariamente: 36,8%. São pessoas que não buscam o lazer. Para Marislei, não raras vezes, uma ofensa marca mais do que mil elogios.

 

Os autores concluíram que “a raiva é uma energia que não deve ser canalizada para a destruição, mas para a construção. De tudo o que é desagradável, você deve tirar proveito para transformar. Se eu fui demitido injustamente é porque mereço um emprego melhor. Para ser feliz é preciso realizar-se na vida profissional, afetiva, social e religiosa”. Esperam, com esse estudo, que a população brasileira passe a se conhecer melhor, persevere em seus ideais, tenha uma vida mais otimista e com melhor qualidade.

Outras informações a respeito da pesquisa:

 

Questões Mais Significativas

 

Você se torna “explosivo” quando se encontra contrariado?

( 45,3% ) SIM   ( 54,7% ) NÃO

Você se irrita diariamente?

( 36,8% ) SIM   ( 63,2% ) NÃO

Você se irrita semanalmente?

( 59,9% ) SIM   ( 40,1% ) NÃO

Sua residência é o local onde você mais se irrita?

( 16,3% ) SIM   ( 83,7% ) NÃO

Em seu ambiente de trabalho é onde você mais se aborrece?

 ( 33,4% ) SIM   ( 66,6% ) NÃO

Você tem muitos aborrecimentos no trânsito?

( 26,0% ) SIM   ( 73,9% ) NÃO

Após um aborrecimento você logo busca se acalmar?

( 92,2% ) SIM   ( 7,8% ) NÃO

Você se apavora diante dos obstáculos?

      ( 34,8% ) SIM   ( 65,2% ) NÃO

Você se considera honesto (a)?

      ( 95,7%  ) SIM   ( 4,3% ) NÃO

Você conserva o equilíbrio e a normalidade diante das situações difíceis?

      ( 68,2% ) SIM   ( 31,8% ) NÃO

Geralmente o seu sono é tranqüilo e reparador?

      ( 72,0% ) SIM   ( 28,0% ) NÃO

Você se considera otimista

      ( 84,1% ) SIM   ( 15,9% ) NÃO

De modo geral, você confia nas outras pessoas?

      ( 39,8% ) SIM   ( 60,2% ) NÃO

Diante de uma provocação desnecessária e exagerada de alguém, você geralmente mantém a calma?

      ( 54,3% ) SIM   ( 45,7% ) NÃO

Você domina facilmente os impulsos de cólera e raiva?

      ( 55,5% ) SIM   ( 44,5% ) NÃO

Você supera os exageros do ciúme?

      ( 73,8% ) SIM   ( 26,2% ) NÃO

Para você a idéia de ter de falar em público é agradável?

     ( 44,8% ) SIM   ( 55,2% ) NÃO

Você se preocupa demais com as opiniões dos outros?

      ( 28,8% ) SIM   ( 71,2% ) NÃO

Você se considera realizado(a) afetivamente?

      ( 61,5% ) SIM   ( 38,5% ) NÃO

Você tem sua vida profissional realizada?

      ( 30,3% ) SIM   ( 69,7% ) NÃO

 

A amostra pesquisada demonstra que o brasileiro:

- é solidário;

- gosta de conversar;

- não gosta de fofoca (será?);

- não fica à vontade para dizer o que realmente pensa e sente;

- não explode quando se sente contrariado;

- não se irrita diariamente;

- mas se irrita pelo menos uma vez por semana;

 - não se irrita em casa, nem no trabalho, nem no trânsito, mas entre os três lugares, se irrita mais no ambiente de trabalho;

- após um aborrecimento logo busca se acalmar;

- não se apavora diante dos obstáculos;

- considera-se honesto;

- conserva o equilíbrio e a normalidade diante das situações difíceis;

- geralmente tem um sono reparador;

- considera-se otimista;

- não confia muito nas pessoas;

- mantém a calma diante das provocações;

- domina os impulsos de cólera;

- não gosta de falar em público;

- não se preocupa com a opinião dos outros;

- considera-se realizado afetivamente;

- não considera sua vida profissional realizada.

 Em síntese, apesar dos altos índices de violência vigentes atualmente, a pesquisa demonstra que o povo brasileiro é relativamente tranqüilo, equilibrado e, acima de tudo, otimista e pacífic