Obra sobre reintegração social de portadores de necessidades especiais é lançada com o apoio da UNIP

A noite do dia 13 de março de 2018 na Galeria Adelina, no Bairro Perdizes, em São Paulo, foi especialmente marcada por dois eventos de grande importância para os debates atuais: o lançamento do livro Identidade Cultural – da Literatura para a Razão, de Vanilda Ribeiro dos Santos, e a abertura da exposição fotográfica homônima, de Márcio Lauria Filho, responsável pela fotografia da obra. O projeto contou com o apoio da Universidade Paulista – UNIP e tem como curador o professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia da UNIP Luciano Dib. A exposição continuará em cartaz ainda em alguns campi da UNIP e estações do metrô de São Paulo, reforçando, assim, o caráter social do projeto.

O livro relata a trajetória de vida de 20 portadores de necessidades especiais, alguns casos especificamente associados a deformidades bucomaxilofaciais, destacando como foram seus processos de reintegração e aceitação social, em meio às dificuldades diárias por que passam. A narrativa ressalta a redescoberta da autoestima dessas pessoas, que muitas vezes são discriminadas e ignoradas pela sociedade, enfatizando a importância de se manter o “sorriso no rosto” nesse processo de reabilitação social.

Em um clima acolhedor e festivo, o lançamento contou com a presença de alguns dos protagonistas que relataram suas experiências de vida para a realização da obra. Prestigiaram também a ocasião a vice-reitora de Graduação da UNIP, doutora Marília Ancona-Lopes; professores do Programa de Mestrado e Doutorado da UNIP, incluindo a coordenadora geral de Pós-Graduação e Pesquisa, professora Marina Soligo; o vereador do município de São Paulo, Eduardo Suplicy; além de membros do Instituto Adelina e do Instituto Mais Identidade, que tem como presidente o professor Luciano Dib.

Representando os casos de reabilitação bucomaxilofacial, em particular, esteve presente o cirurgião-dentista peruano, especialista em reabilitação oral, Rodrigo Salazar Gamarra, orientando do professor Luciano Dib no Programa de Mestrado e Doutorado da UNIP. Rodrigo Gamarra aprimorou uma técnica inédita no mundo para o desenvolvimento de próteses bucomaxilofaciais em 3-D de baixo custo. As pesquisas apontaram como solução o uso combinado de uma câmera fotográfica de smartphone comum, aplicativos gratuitos já disponíveis na internet, design e impressão em 3-D de baixo custo para se chegar às primeiras próteses faciais do mundo, em três dimensões, produzidas a partir de suportes simples e baratos.

A abertura solene do evento ocorreu no segundo andar da Galeria, onde ficaram expostas as fotos de Márcio Lauria Filho. Após a execução do hino nacional, Vanilda Ribeiro fez uma breve apresentação da obra, destacando a proporção que o projeto alcançou: “Quando este projeto foi concebido, a ideia era abordar a identidade cultural a partir do olhar de diversos escritores desde o século XIV, explorando as suas concepções acerca do tema sorriso. Durante a sua concepção, no entanto, nos deparamos com uma situação que não havíamos vislumbrado em sua totalidade”, ressaltou.

Vanilda lembrou ainda que durante a elaboração do material se indagava sobre a melhor definição para o tema abordado: “Questionada algumas vezes sobre qual a nomenclatura mais correta a ser utilizada, me vi numa incógnita, eu devo usar portador de necessidade especial, ou pessoa com deficiência, ou teria ainda algum outro termo? Refletindo sobre o tema, cheguei à conclusão de que são seres humanos capazes e que têm sonhos. Eles rompem diariamente as mais diferentes barreiras e lutam todas as manhãs para ter o seu sorriso no rosto e exercer plenamente a cidadania e seus direitos.”

Em seguida, o fotógrafo Márcio Lauria, que também é conselheiro do Instituto Mais Identidade, expressou com alegria sua participação no projeto que, segundo ele, lhe trouxe muita satisfação: “Foi um prazer enorme encontrar os meus fotografados neste evento. Acho muito importante que se marque o que hoje está acontecendo aqui. Quero dizer, nós temos a iniciativa privada se assenhorando do seu papel na sociedade, pois essas iniciativas produzidas tanto pelo Instituto Adelina quanto pelo Instituto Mais Identidade são essencialmente da sociedade, e isso não tem preço. ”

Por sua vez, o curador do livro e do projeto, professor Luciano Dib, também manifestou sua gratidão e felicidade pelo lançamento da obra que, para ele, deu um novo significado à palavra vida: “Vida para mim se resume em uma palavra: perspectiva. Sempre que existe algo na frente, sempre que existe uma perspectiva, eu ainda continuo a viver. A reabilitação da identidade social, muitas vezes, é a única perspectiva para as pessoas com deformidades bucomaxilofaciais, e poder proporcioná-la é uma luta diária. Nós nem sempre chegamos ao resultado ideal, mas a perspectiva de perseverar e continuar lutando é o que faz isso se concretizar.”

Para concluir, a autora Vanilda Ribeiro agradeceu a participação e a presença de todos e compartilhou o seu próximo projeto, chamado Dê um tempo para nós, que já está em andamento e será protagonizado por crianças. Após os discursos, os convidados puderam aproveitar a vernissage, apreciando a exposição fotográfica, o variado coquetel e a apresentação da Banda Veridiana, da qual o fotógrafo Márcio Lauria participa.